Síndrome do Atrito da banda Iliotibial: Todo corredor deve temer

Pra um atleta, nada é mais desagradável do que perder uma corrida ou deixar de treinar por conta de uma lesão. Quem pratica essa atividade com frequência está sujeito a várias delas, mas uma em especial aterroriza a maioria dos corredores: a Síndrome do Atrito da Banda Iliotibial. O nome pode parecer esquisito, mas ela é muito comum.

O Trato ou Banda Iliotibial é um tecido que começa nos quadris e vai até o joelho. Sem o devido fortalecimento, ele desgasta, forçando o joelho e as coxas. O mais estranho é que a dor se manifesta na maioria dos casos apenas na parte externa do joelho, o que leva os atletas a diagnosticarem por conta própria que a lesão está somente ali.

CAUSAS E PREVENÇÕES

Uma das causas dessa Síndrome, como já citei, é a falta de fortalecimento. Por preconceito ou displicência, um dos músculos menos trabalhado na academia, sobretudo pelos homens, são os glúteos. Ali está a maior parte do Trato, portanto, caprichando no exercício dessa área, já é o primeiro passo para evitar problemas.

Se colocar em um ranking, o desgaste do tênis é a segunda maior causa dessa lesão. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o calçado de corrida deve ser usado no máximo por 1.000 Km. Acima disso, os membros inferiores já começam a compensar esforço redobrado. Se você não é de contar os Km percorridos, verifique mensalmente seu tênis e a pisada. Caso note diferença ou desconforto, é hora de trocá-los.

E por último, cito e critico o exagero. Sabemos que todos os corredores se julgam viciados na modalidade, mas respeitar o corpo é fundamental. Não aumente a distância de uma hora pra outra, e sim, faça mudanças graduais, de 3 pra 5km, de 5 pra 8, 8 pra 10 ou 12, e assim por diante. Além de desgastar o seu corpo, uma carga excessiva de treino pode levar ao chamado overtraining, causando desde vômito até desmaios. Se possível, acima de 15km, procure ajuda de um profissional.

O desgaste do tênis é algo sério e não pode ser desprezado pelo atleta

MINHA EXPERIÊNCIA COM A SÍNDROME

Em 2014, no meu segundo ano de corridas, contraí essa lesão chata e perigosa. A causa? As três que detalhei nesse post. Na empolgação de atingir a máxima distância, pulei dos 5Km direto pros 21Km, e apesar de me sentir bem e disposto para ainda mais, em dois meses o corpo me cobrou a conta. Não conseguia percorrer mais de 4Km sem sentir dores, e caso insistisse elas literalmente me derrubavam.

Corri o Desafrio Urubici 25km – até hoje minha maior distância – no sacrifício. Após isso, consultei uma fisioterapeuta que foi categórica: precisava de um tempo longe das corridas e muito alongamento. Não tomei remédios ou coisa alguma, graças a Deus, mas foi um mês e meio de molho, apenas com fortalecimento seguido de muito alongamento específico para a região. Além disso, troquei meus tênis. Mas ficou a lição de que a corrida não envolve só calçá-los, e sim um conjunto de cuidados que, se tomados corretamente, farão sua vida de atleta durar muito mais.

Alguém mais já se deparou com essa lesão? Conta nos comentários…

Abraços e até o próximo post 😉

Author colecionadordecorridas

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