Maratona de Floripa 2017: Por que devemos nos orgulhar do evento e não criticá-lo?

Olá amigos! Faz tempo que não escrevo aqui no Blog, ultimamente estou mais ativo nas redes sociais por conta da minha rotina que ultimamente está bastante acelerada.

Porém, um assunto tomou conta da opinião pública essa semana, a Maratona Internacional de Floripa, prova que aconteceu no último domingo (27) na Beiramar Norte. O evento foi impressionante, se caracterizando por ter sido o maior da história catarinense entre todas as modalidades. Eu fiz 10km com o tempo bruto de 56:04min.

Alguns números que levantei junto a organização e que compartilho em primeira mão com vocês:

Atletas: Mais de 5.700

Pessoas no Staff: 250

Investimento direto: R$ 5 milhões e 100 mil

Período de organização: novembro/2016 a agosto/2017 (10 meses)

10 países participantes

26 estados brasileiros

Quem foi e vivenciou a competição, sendo atleta ou apenas espectador, viu um show de organização, alegria e superação. Um momento para toda a família e que uniu diferentes povos e culturas com a grande maioria em busca dos objetivos de diversão e melhor qualidade de vida.

A Beiramar Norte ficou tomada de vermelho em clima de total alegria e eu fiz 10km ao lado de mais de 5.700 atletas

Gostaria de finalizar o post aqui, porém a grande polêmica dessa semana infelizmente é o tema central dele. Quem mora na região enfrenta um gravíssimo problema de mobilidade urbana e já se acostumou com as intermináveis filas nos horários de pico durante a semana. Partindo disso, o fechamento de algumas vias para a realização da prova (que NÃO utilizou um percurso novo!), provocou a ira de um grupo seleto de pessoas, algumas delas inseridas em grandes veículos de comunicação, e assim levantando uma discussão triste e prejudicial para a cidade por conta de 1 hora perdida em congestionamento. O assunto não é novo e já atingiu outros grandes eventos, como o Iron Man e a Parada da Diversidade, amplamente divulgados com ANTECEDÊNCIA.

Não há problema em todos expormos nossa opinião, mas no caso do jornalismo é necessário ter fundamento, responsabilidade e ciência dos fatos. Um colunista de um grande jornal local fez isso de forma absolutamente pessoal, não levantando qualquer dado e utilizando-se de sua imagem para manchar um espetáculo que Florianópolis PRECISA ter. O mesmo profissional questionou (como se isso não fosse trabalho dele pesquisar!) o quanto de retorno a Maratona deu para a cidade. Pois bem, além dos números que citei acima, temos o melhor tipo de turismo, o que gasta, admira a cidade e volta para a sua terra natal, diferente de um turismo de veraneio por exemplo, onde temos por consequência a saturação de nosso sistema de água e esgoto, um baixíssimo retorno financeiro por parte dos visitantes (a maioria deles) e a superpopulação da ilha. Somente a Centauro, loja que cedeu seu espaço para a entrega dos Kits, faturou cerca de R$ 170 mil em vendas aos atletas. E nem vou entrar a fundo no setor hoteleiro, transporte e alimentação.

Sentido Centro/Bairro ficou lotado de atletas e espectadores. Foto: Green Multimídia

Todavia, temos um outro fator agravante: o poder público.

A falta de gestão e organização da Prefeitura de Florianópolis levou ao encontro de 4 eventos no mesmo dia. Dois deles eram concursos públicos e o outro um jogo do Avaí no Sul da Ilha. De acordo com Anderson Tornon, um dos organizadores, dentre as principais capitais do país, Florianópolis é a única capital onde não há um sistema integrado de eventos. Sendo assim, cada secretaria aprova seu tipo de evento e não há como evitar esse choque de datas, um verdadeiro absurdo! Curitiba por exemplo, possui o CAGE, Conselho Administrativo de Grandes Eventos, que proporciona uma organização impecável para quem deseja investir na cidade nesse sentido.

Ele ainda ressalta a extrema dificuldade em conseguir as diferentes liberações, tendo que passar por além da secretaria, pela Polícia Militar Rodoviária, Guarda Municipal e Polícia Militar. “Quatro órgãos que pouco se comunicam, riscando cada vez mais a capital catarinense da rota de grandes acontecimentos esportivos e outros segmentos. Enquanto que Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro são palco frequente dessas competições, Florianópolis é conhecida como a capital problema, fazendo torcer o nariz de todos os organizadores desse tipo de evento”, afirma Anderson.

Não por qualquer outro motivo, perdemos de ser sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Falta de interesse do poder do público, egoísmo de nichos da sociedade e Imobilidade Urbana. Três fatores que provam o ditado adaptado “Cada cidade tem o evento que merece”.

Um abraço e até o próximo post!

Author colecionadordecorridas

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